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NASA realiza manobra para prolongar a vida das sondas Voyager

Engenheiros da agência conseguiram economizar energia da Voyager 2 e planejam fazer uma operação semelhante na Voyager 1

A NASA encontrou uma maneira de prolongar a missão das sondas Voyager, que exploram o espaço há quase cinco décadas.
Em agosto de 2026, engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, concluíram uma operação para reduzir o consumo de energia da Voyager 2. A manobra recebeu o nome de “Big Bang”.
O procedimento envolveu desligar alguns dispositivos e substituir outros por sistemas que consomem menos energia. Com isso, os três instrumentos científicos ainda ativos da Voyager 2 poderão continuar funcionando por pelo menos mais um ano além do previsto.
Energia cada vez mais limitada
As sondas Voyager utilizam geradores termoelétricos de radioisótopos. Esses equipamentos transformam em eletricidade o calor produzido pelo decaimento do plutônio.
No entanto, essa fonte de energia diminui gradualmente. Segundo a NASA, cada sonda perde aproximadamente 4 watts de potência por ano.
Por esse motivo, a equipe da missão vem desligando instrumentos e sistemas que não são mais essenciais. A prioridade é manter ativos os equipamentos capazes de estudar o espaço interestelar.
Operação semelhante será feita na Voyager 1
Depois do sucesso da manobra na Voyager 2, a NASA planeja realizar uma operação semelhante na Voyager 1 nos próximos meses.
A sonda está ainda mais distante da Terra e também enfrenta limitações de energia. Em abril de 2026, a agência anunciou o desligamento de um de seus instrumentos para ajudar a manter a espaçonave funcionando.

As decisões precisam ser tomadas com extremo cuidado. Um comando enviado da Terra pode levar muitas horas para chegar a uma sonda, e qualquer falha pode ser difícil ou impossível de corrigir.
As primeiras sondas no espaço interestelar
A Voyager 1 atravessou a fronteira da heliosfera em 2012. A Voyager 2 fez o mesmo em 2018.
A heliosfera é a grande região formada pelo vento solar e pelo campo magnético do Sol. Além dela começa o ambiente interestelar, onde as sondas estudam partículas e campos magnéticos que ajudam os cientistas a compreender melhor a fronteira do Sistema Solar.
Lançadas em 1977, as duas espaçonaves também fizeram história ao explorar os planetas gigantes. A Voyager 2 foi a única sonda a visitar de perto Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Uma missão que ainda não terminou
Mesmo com a tecnologia da década de 1970 e com a energia diminuindo, as Voyager continuam enviando dados para a Terra.

A NASA não espera que elas funcionem para sempre. Porém, cada instrumento mantido em operação representa uma nova oportunidade de estudar uma região do espaço jamais visitada por outra missão.
As sondas também carregam o famoso Disco de Ouro, uma coleção de sons, imagens e saudações da Terra destinada a apresentar a humanidade a possíveis observadores no futuro.
A missão Voyager se tornou muito mais do que uma viagem pelos planetas. Ela é uma demonstração da capacidade humana de construir máquinas capazes de continuar sua jornada mesmo décadas depois de deixarem a Terra.

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